Em um comunicado, também chamado de “salve”, enviado pelo Sindicato do Crime do RN (SDC), ao qual a Tribuna do Norte teve acesso, o grupo proíbe qualquer tipo de propaganda, seja por panfletagem ou divulgação de imagens de determinados candidatos nas áreas dominadas.
Os locais geralmente são territórios periféricos, chamados de “quebradas”. Segundo a mensagem da facção, reconhecido pelo Gaeco como verídico, o grupo criminoso ameaça “punir” quem seguir uma ordem contrária.
O Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado explicou que o alerta sobre a presença das facções criminosas nas 33 cidades potiguares foi necessário para que “não ocorra nenhuma restrição na hora do voto”, uma vez que as facções criminosas tentam interferir nos pleitos eleitorais no Rio Grande do Norte desde a última eleição, em 2016.
A reportagem não teve acesso aos nomes das 33 cidades mencionadas, mas de acordo com fontes ouvidas pela reportagem, as principais de cada região estão na lista: Natal, Mossoró, Pau dos Ferros, Currais Novos, Caicó, São Gonçalo do Amarante e Ceará-Mirim registram a presença das facções.
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