/i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_59edd422c0c84a879bd37670ae4f538a/internal_photos/bs/2018/W/y/kVpYCURHeAYURvnX7eyQ/whatsapp-image-2018-09-03-at-12.24.27-2-.jpeg)
Diego Orozco, 34 anos, ainda lembra do dia em que teve que explicar à esposa e à filha mais velha que só havia duas opções para a família: "pela situação, ou ficavam todos juntos com fome, com problemas, ou eu ia embora e pelo menos íamos ter a esperança de aparecer algo melhor", conta. Desde então, a família venezuelana passou por vários meses de saudades, até se reencontrar em Natal em novembro de 2017, onde conta com uma rede de solidariedade.
"Eu primeiro pensei em ir até a cidade que faz fronteira com o Brasil, Santa Elena de Uairén, que tem comércio melhor, por ser um povo fronteiriço. Em Santa Helena, percebi que o problema era muito parecido, não tão difícil como no centro do país, mas difícil. Aí tomei a decisão de entrar no Brasil e procurar melhores oportunidades", lembra o estrangeiro, natural do estado de Carabobo.
Depois de dois anos desempregado e sem conseguir trabalho em outros estados na Venezuela, onde nasceu e cresceu, Diego entrou no Brasil no ínicio do ano passado, pelo principal caminho usado pelas pessoas que fogem da crise venezuelana: a fronteira com o município de Pacaraima, em Roraima. Seus companheiros de viagem: uma mochila e quase nenhum dinheiro.
Nos primeiros dois meses, sobreviveu de pequenos trabalhos realizados na região, limpando quintais, ajeitando aparelhos de ar condicionado, até perceber que a situação estava ficando complexa, pela quantidade de venezuelanos na região. Foi então que ele resolveu cortar o país em boleias de caminhões. Foram incontáveis caronas e pelo menos cinco estados percorridos, até chegar a Minas Gerais. "Fui viajando, viajando, viajando, sempre de carona em carretas. Ficava em postos algum tempo até aparecer outra pessoa pra ajudar", conta em bom português, com inegável sotaque.
Nenhum comentário:
Postar um comentário