quarta-feira, 15 de junho de 2016

Pesquisa reforça que comer doces à noite, aumenta risco de diabetes e obesidade

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Cientistas da Espanha e dos EUA identificaram pela primeira vez a existência de um ´relógio´ celular nos tecidos adiposos que afeta diretamente a tolerância à glicose e reforça a tese de que não se deve comer doces no período da noite, quando o corpo tem mínima sensibilidade à insulina.
Esta pesquisa, que acaba de ser publicada na revista ´FASEB´ (da Sociedade Americana de Biologia Experimental), foi dirigida pela professora de Fisiologia da Universidade de Múrcia, na Espanha, e professora visitante em Harvard, nos Estados Unidos, Marta Garaulet, e pelo diretor da divisão de Medicina do Sono dessa universidade americana, Frank Scheer.
Segundo constatou o estudo, o ´relógio´ achado no tecido funciona, além disso, muito melhor nas pessoas que se deitam cedo e dormem mais horas do que naquelas com déficit de sono ou horários irregulares. ´Este relógio celular pode contribuir ao ritmo diário da tolerância à glicose´, disse à Agência Efe Marta Garaulet, membro da Sociedade Espanhola de Nutrição.
Para realizar esta pesquisa, diferentes equipes de cientistas das quatro universidades trabalharam durante todo um ano na análise e observação de amostras de gordura subcutânea e gordura visceral extraídas de 18 pessoas de perfis muito diferentes que se submeteram a cirurgia de ´by-pass´ gástrico no Hospital Virgen de la Arrixaca de Múrcia.
Segundo a especialista, comer doces à noite pode aumentar o risco de sofrer de diabetes e obesidade, embora esse problema poderia ser amenizado com um número suficiente de horas de sono por dia (pelo menos sete em adultos). Por outra lado, a pesquisadora espanhola ressaltou à Agência Efe a importância da colaboração interdisciplinar.

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